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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Suicídio

Da alta ponte
ela ameaçava se lançar
se seu amor não voltasse
nos braços azuis do oceano
ela iria mergulhar

Um pequeno público se amontoou
flashes, vozes, multidão
mas de quem ela queria atenção
nem sombras, desilusão
Seu apelo já estava ao vivo na televisão

O relógio passeou
já cobravam o fim do show
nem sinal de seu ingrato amor
que despedaçou um frágil coração
e nele sapateou

Imaginou-se caindo no mar
inchada, roxa na praia
O safado não a merecia
que ficasse com sua loira lacraia

Teve então um momento de sabedoria
Sua vida não estragaria
Quantos amores ainda teria
quantos lábios ainda beijaria

Foi então que ela, triunfante
Seus minutos de fama eternizou
desceu digna do alambrado
e em meio a vaias e palmas
deu uma de artista
beijou o cinegrafista
e esqueceu o vigarista

Toda vez que passa pela mesma ponte
ela ri de seu passado
hoje o traíra safado
paga 3 pensões alimentícias
está gordo e acabado
feio e desdentado

E ela?
Linda, feliz e livre...

Algumas vezes é preciso suicidar nosso velho eu
e em seu lugar, nascermos mais lindas, leves e livres.

Vamos subir à ponte?


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