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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Vegetariando

Para a massa:

1 berinjela média, cortada em cubos e cozida*;
1 abobrinha ou abóbora d'água média, cortada em cubos ou ralada e crua;
1/2 cebola picada;
1 1/2 xícara de farinha de trigo integral;
2 ovos;
1/2  xícara (chá) de azeite;
1/2 xícara (chá) de água;
1 colher (sopa) de fermento químico;
1 colher (café) de sal;
Pimenta do reino a gosto

*Com auxilio de uma peneira e uma colher, esprema e descarte toda água da berinjela

Preparo:
  • Bata todos os ingredientes no liquidificador até que estejam triturados, exceto o fermento e a farinha;
  • Junte a farinha e o fermento e bata até que fique uma massa uniforme;
  • Unte uma forma, acrescente a massa e reserve.

Para incrementar:

200g de champignon fatiado;
50g de azeitona fatiada;
1 xícara (chá) de brócolis cozido e picado;
1/2 cebola picada;
Salsinha e cebolinha a gosto
1 pitada de sal;
  • Misture todos os ingredientes e coloque sobre a massa;
  • Leve ao forno por 40 min (240°C). Veja que aqui dependerá muito da potência do seu forno, fique atento(a) para não queimar! :)
Bom apetite!







terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Nasci para Comprar Amoras

Havia ainda sobre as janelas um pouquinho de orvalho da madrugada. O quarto escuro, em uma quase noite que puxava a manhã pelo braço antes mesmo das oito horas. Dispensei a madrugada ao abrir as janelas, para deixar entrar os raios de sol que espreguiçavam sobre o meu rosto, mal podia enxergar as hortênsias que havia amanhecido com os passarinhos. O céu era de um azul estonteante, parecia aquarela. Eu estava sozinha, como gostava mesmo de estar. Gostava de sentir a casa no mais puro contentamento da ausência, fechada, ainda dormente pelo abajur de luz azul da sala de estar. Quase nunca calçava chinelos, porque gostava de sentir o frio do chão, o contato das coisas finitas da Terra. E aos poucos ia abrindo as janelas, colocando a água no bule para fazer um café e enfim, começar mais um dia. Em Minas Gerais ainda existem os bules, o cheiro intenso do café. Saí de casa como quem desabrochou em uma manhã de primavera. Não doía o sol sobre a pele, nem a brisa sobre os cabelos, mas era como se algo maior abraçasse o corpo, a alma. Como quando a gente era criança e levava tombo dos balanços e das peraltagens, e a mãe vinha correndo levantar a gente. Foi assim que essa manhã me levantou. Há dias em que a cama da gente é do tamanho do mundo e o percurso fora dela significa perder-se no espaço. Nasci para tanta coisa, que talvez uma vida não seja suficiente para que eu cumpra as funções todas, mas, definitivamente, não nasci para perder-me no espaço das coisas vazias. Fui andando até a rua principal, porque era um compromisso antes das 8h da manhã, a mãe me disse: "Amanhã, já que você acorda cedo, vá atrás do senhor das amoras", e foi assim nessa manhã, ao tocar a rua com meu corpo resistente ao espaço fora da cama, eu nasci. Eu nasci para comprar amoras.

Mariana Zogbi

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