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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Ciclo

Não pertencer à cidade, à casa, aos amigos... Não pertencer às próprias roupas, à arte. Os livros, as palavras, os filhos, nada nosso, nem o sangue. Uma falta de quietude, porque também não nos pertence, nem a tristeza, nem a alegria, nem o medo, nem o futuro. E viver despertencido é uma perigosa busca. Escolhemos as músicas e fazemos com que elas nos pertença, a trilha sonora de cada momento dessa vida, que também não é nossa. Escolhemos os filmes, os gêneros e entrelaçamos nesse pacote que somos. Seguros, acreditamos que encontramos o amor, a felicidade, a riqueza, mas faz parte da busca ao pertencimento, faz parte da procura. Compreender o despertencimento é tarefa difícil. Significa desenrolar o símbolo do infinito e entender que a vida é um ciclo- ora tristeza, ora alegria. É compreender que ninguém "é", todos "estamos" e o tempo prova. O despertencimento é ingrato quando se quer pertencer, ficamos tristes, frustrados, deprimidos. Queremos pertencer ao prazer, ao outro, aos filhos, à arte, aos sonhos e buscamos incansavelmente esse encontro, o momento em que o ciclo se cruza e infinita os pertencimentos. 
E repito:
"exigimos o eterno do perecível, loucos." 

Mariana Zogbi

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