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domingo, 15 de junho de 2014

Tempo

Tantas são as coisas e as horas. Passarão. Como quando éramos crianças, Pedrinho e eu, tirávamos o vidro do relógio e corríamos os ponteiros como corre um rio. Ouvíamos o pai reclamar das pilhas fracas e ríamos entre olhares de quem se arrisca e foge do couro. Foi-se o tempo, as horas e o velho relógio. Às vezes procuro as mãos de Pedrinho, enquanto não durmo... Passaríamos os dias sem medo, passaríamos as tristezas e as inseguranças. Ele passou com o tempo e nem notou. Culpa a pressa, a falta de tempo, desaprendeu a tirar o vidro. A gente não deveria desaprender o amor um do outro, nem os olhares, a presença... É uma estranheza que ninguém da jeito...

Mariana Zogbi

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