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sábado, 4 de janeiro de 2014

Laços Infinitos do Último Dia do Ano

Acordei feito presente, com  laço de fita. Eu estava bem embalada em mim, reconhecia aquele embrulho e também a minha ânsia de desembrulhar. Vivi nas horas do último dia do ano, como quem sobrevive, ao calor, primeiramente e a própria vida. Ao passo que as horas traziam 2014, eu mergulhava em meus pensamentos e questionava o instante que vivia, e com tal melancolia de vida, eu desejava apenas uma coisa: viver. Viver com aquela adrenalina que nos tira do perigo, da rotina, de nós mesmos. A minha nostalgia era pelo não vivido. Eu queria pertencer ao desejo de. De- pertencer a alguma coisa, ao que se renova, por exemplo. E a vontade de pertencer desatava o nó do laço e aos poucos eu ficava com a fita nas mãos... Era mais de meia noite e fogos davam um show no céu carioca. Minhas mãos seguravam a fita, eu entrelaçava meus dedos em outros embrulhos, que também desembrulhavam.
Laços em minha alma, laços de fita, (Entre)laços de afeto.

Mariana Zogbi



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