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domingo, 9 de dezembro de 2012

Tudo em Primeiro Lugar: Filhos, Trabalho, Reuniões, Amigos, Futebol, Menos Eu

O amor dos dois era uma coisa estranha. Ela parecia triste, será que era amor?
Acomodação talvez, eu diria, ou um amor decepcionado. Amor decepcionado é quando as pessoas vivem juntas, dormem juntas, acordam juntas, raramente almoçam na mesma mesa, mal se olha nos olhos, o serviço, os filhos, os estudos e apenas 24h diárias. O amor se decepciona e vive assim, quase que imperceptível entre os dois. Acho mesmo é que o amor acomodado vem junto com o decepcionado, assim: decepção e acomodação. Pode haver decepção e perdão e novas chances.

Porque é uma decepção diferente. Por esperar que o marido lave a louça sem que ela peça, elogie o esmalte novo, por esperar que a mulher note que ele não deitou com os pés no sofá, que não deixou a toalha molhada na cama, que levantou a tampa da privada.

"Você não presta atenção nas coisas boas que eu faço! Vive me criticando, apontando meus erros!" ou até "Tudo em primeiro lugar: filhos, trabalho, reuniões, amigos, futebol, menos eu." Quem nunca ouviu/disse?

Decepção por coisas simples é um perigo. Chega uma hora que nenhum dos dois reclama mais. Ela olha os pés dele no sofá, ele não nota o corte novo de cabelo, guardam as indignações e só. Não pensem vocês que os casamentos são destruídos apenas por traições e grandes decepções. Muita toalha molhada na cama, mais o tempo: mofa. Cabelo perde o corte, na unha já não se vê mais esmalte e "amanhã a faxineira lava a louça".

Ela parecia triste. Desses casais que já não têm mais fotos juntos, apenas um porta-retrato com aquela foto um pouco queimada, de quando a gente pedia ao fotógrafo para "revelar". “Eu te amo”, será que ela diz? Será que ela ouve?

Eu sugiro que você comece trocando as fotografias. O amor é diário. "Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, nas toalhas molhadas em cima da cama, nas louças dentro da pia, nas fotos de abraços e beijos recentes nos porta-retratos, no olhar diário em seus olhos, no estender a mão, disponibilizar o ombro, em todas as lutas da rotina e mesmice diária, até que a morte nos separe."

Mariana Zogbi

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