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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Cinquenta por Cento

Cheguei há um "ponto de alma" quase inacreditável.

Ponto de alma, foi a expressão mais profunda que consegui para referir-me: "Senti o que o outro sentia"
Era uma vontade de chorar, de gritar aos quatro cantos, de sorrir ao mesmo tempo, de correr. Era uma vontade insana, mas não era minha, era do outro. E eu sabia quando um sentimento não era meu e contentava com o saber, aceitar foi mais simples do que entender- ou tentar explicar o complexo. 
Eu descobria então, um lado que não era meu mas que tornara meu, minha vontade, às vezes, era de abraçar e em silêncio, dizer que ficaria tudo bem, ou roubar todo aquele sentimento. Mas era impossível, no fundo eu sabia do crescimento, da mudança, do outro olhar que o outro teria quando o "nosso" sentimento chegasse ao fim... e chegaria?
Perturbo-me, pois quem nasceu com olhos para o interior das coisas, vê muito mais, sente muito mais e qualquer belo dia pode dilacerar um novo sentir, no outro e em mim. 
Para o outro, talvez visse o mundo de outra maneira, amasse mais, vivesse mais...
Para mim, crescia um sentimento de cuidado, de carinho, então eu amava mais, eu vivia mais.
Escrevo para você agora, envio mentalmente minha alegria, quero te ver bem, feliz, e peço a Deus baixinho: "Cuide do interior, cuide do coração, das vontades impedidas, dos sonhos destruídos, cuide da alma, porque sei que apenas consigo ver, mas só tu consegues chegar até lá, no intimo da alma do outro."
Mais tarde eu saberia das preces divididas... E sei.

Mariana Zogbi

2 comentários:

Liliane disse...

Mari, que texto mais lindo! Palavras que fluem da alma mesmo. Como isso é possível?

Mariana Zogbi disse...

Pergunto para você: ler com a alma, como isso é possível?

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