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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Esperança

O dia tinha começado com aquela ideia de esperança, não entendo, tudo tinha começado bem, mas não havia nada de mais: O dia estava apenas começando. O despertador avisa: 7h. Depois de ter feito tudo que uma pessoa faz ao acordar: Tomar café, escovar os dentes, trocar de roupa, verificar a bolsa para sair, pegou um livro. Leu quinze minutos e desejou, desejou com profundidade de esperança que tivesse uma máquina de escrever grudada no abdome, para poder puxá-la de lá em qualquer lugar, no meio da rua que fosse e escrever qualquer coisa, sem atrasar-se para seus compromissos. Mas, mais tarde constataria que o seu maior compromisso era com a escrita. Escrever seria seu passo de coragem, sem importar-se com nada, nem com o tempo.
Havia uma felicidade porque dera seu primeiro passo. O primeiro passo para um sonho e estranhamente era o sonho alheio, que tornara seu sonho, portanto o passo era dado juntamente com o passo de uma outra pessoa. E havia melancolia, ela por si era toda melancólica, um dia ainda criança, disse a mãe que o céu chorava, uma vez que este apenas chovia. Havia melancolia porque havia beleza, porque havia arte, porque havia essa coisa que arranha e ao mesmo tempo cicatriza a alma:  havia sensibilidade.

Mariana Zogbi

2 comentários:

Beatriz Leal Vieira disse...

Não tenho máquina de escrever grudada em mim, mas vários blocos e folhas soltas por todo lado..Quando um verso grita, tenho que ouvi-lo.

bj
Bea

Mariana Zogbi disse...

Pois é, meu celular é meu cúmplice!

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